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ATENÇÃO: ESSA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS SOBRE A PRIMEIRA TEMPORADA DE  “EU NUNCA”!

Amiga, está preparada para mais essa? A nova série da Netflix está fazendo o maior sucesso e dando o que falar!  “Eu nunca…” é uma série inspirada na juventude da atriz Mindy Kaling. A trama retrata a vida de Devi (Maytreyi Ramakrishnan), uma jovem indiana que ainda criança se mudou para o Estados Unidos junto com seus pais. Atualmente no ensino médio,  a garota se esforça para superar  uma repentina paralisia e a morte trágica de seu pai, para isso, Devi conta com a ajuda de suas amigas Fabiola (Lee Rodriguez) e Eleonor (Ramona Young). Determinada em  tornar-se popular e chamar a atenção do ‘boy’ mais gato da escola Paxton (Darren Barnet), Devi acaba se metendo em várias confusões, além de ter que  aprender a lidar com as questões impostas por sua religião. Vamos acompanhar a vida  de uma adolescente tentando enfrentar  um grande trauma emocional e todos os dramas comuns da idade.

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Além de abordar temas importantes referentes a protagonista, a produção da série teve uma grande preocupação em tratar de  questões delicadas envolvendo os demais personagens, como por exemplo a Fabiola, uma aluna genial que ao desenrolar da série acaba se questionando sobre sua sexualidade e tendo dificuldades em lidar com seus sentimentos e de se assumir para as pessoas que ama. Eleonor por outro lado é uma ótima atriz mas usa o teatro para suprir a falta que sente de sua mãe,  que a abandonou ainda criança para construir carreira na mesma profissão. Paxton  apesar de ser o garoto mais gato e popular da trama se mostra um jovem cheio de inseguranças, principalmente quando se trata de sua irmã Rebeca (Lily D. Moore). Também tivemos a chance de conhecer um pouco mais a história do Ben (Jaren Lewison), ainda que no início da série tenha se mostrado totalmente esnobe e o grande rival de Devi, podemos ver em um episódio específico que tudo isso se deve ao fato de se sentir sozinho por conta da ausência de seus pais, que sempre estão viajando a trabalho...Mas fala sério, impossível não ter um ‘crush’ no Ben, né?

Sem dúvidas os personagens da série foram muito bem construídos, incluindo o núcleo familiar de Devi, como a Nalini (Poorna Jagannathan), mãe da garota que embora muito rígida com a filha, se preocupa muito e compartilha do mesmo sofrimento de ter perdido seu marido precocemente, além de fazer de tudo para que Devi se entenda melhor com a cultura indiana. Por fim, não podemos esquecer de Kamala (Richa Moorjani), a prima  “perfeitinha” de Davi que além de chamar atenção por sua beleza e inteligência é muito devota a sua religião, porém entra em um conflito consigo mesma quando sua família  quer que ela tenha um casamento arranjado como faz parte dos costumes da cultura indiana. A trama também contou com algumas  participações especiais, como o tenista John McEnroe que narra a série de forma hilária , Andy Samberg e Jake Peralta de Brooklyn Nine-Nine.

 


Que a série já é um sucesso no mundo todo não podemos negar, só no Brasil ficou no Top 10 Brasil do streaming. O site americano Rotten Tomatoes mostrou que o índice de aprovação da série foi de 100% pela crítica  com 3, 4 e 5 estrelas. Allison Shoemaker do site RogerEbert.com, destaca que a série é “uma comédia que também é uma exploração incrível do luto”. Ainda de acordo com a crítica do site IndieWire "quando Ramakrishnan está junto com Ramona Young e Lee Rodriguez como as melhores amigas Eleonor e Fabiola, respectivamente o trio tem o mesmo brilho de um filme de John Hughes". Isso é o que podemos chamar de poder né ‘mores’?

    
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Veja a reação de alguns internautas ao assistirem a série:







Sem dúvidas “eu nunca” é uma trama cheia de representatividade, um dos principais pontos abordados foi o fato de Devi fazer terapia, assunto que ainda é considerado um tabu e foi representado muito bem pela protagonista que apresenta uma certa relutância em entender como ela funciona e como pode ajudar a sua saúde mental. Outro ponto muito importante é a série falar abertamente sobre sexo e tratar do assunto de um modo totalmente natural, mostrando a vontade de Devi em transar e suas inseguranças por ser inexperiente no assunto . Isso fez com que “eu nunca” fosse muito comparada a outra série de sucesso da Netflix “Sex Education”.

Com a trama  podemos aprender um pouco mais sobre os costumes indianos e como a devoção a religião pode afetar a imagem de uma família tradicional e temos de exemplo  a Kamala, que mesmo tendo adoração por sua cultura namora escondido e não quer abrir mão de sua independência para ter um casamento arranjado. Por último mas não menos importante é o enredo da série: ao tratar de questões como orientação sexual perante a  uma família  heteronormativa e personagens com síndrome de down, mostrando que independente da aparência ou personalidade o mundo te oferece uma série de oportunidades.




Para nossa tristeza “eu nunca” é uma trama curta com apenas 10 episódios de 30 minutos e terminou com assuntos pendentes e nós do Deus Me Frida listamos aqui seis motivos para a dona Netflix renovar a série para a 2ª temporada:

1) Triângulo de Davi, Paxton e Ben
Como  bem sabemos, Davi é apaixonada por Paxton e faz de tudo para chamar  a atenção do ‘boy’. Ao decorrer da série vemos que os dois tem uma interação muito boa um com o outro, o que de certa forma ajudou a desabrochar os sentimentos do Ben por Davi e queremos saber qual vai ser o desfecho desse triângulo amoroso. <3 o:p="">

2) Amizade com Eleonor e Fabiola
As atitudes de Davi para superar seu grande trauma emocional e finalmente conquistar Paxton acabaram a afastando de suas amigas, que se sentiram excluídas da vida da garota. O final da série deixa em aberto uma possível reaproximação entre elas, principalmente depois que Davi sente as consequências de seus atos sobre as amigas.
              
3) Relacionamento de Fabiola e Eve
Ao se assumir gay para familia e amigos, Fabiola revela seu ‘crush’ em Eve e podemos ver uma interação muito boa entre as duas. Queremos muito saber como vai desenrolar essa relação e saber um pouco mais sobre a personagem Eve.

4) A volta de Eleonor ao teatro
Ao se decepcionar mais uma vez com a mãe, Eleonor desiste da peça onde seria a protagonista. No último episódio ficamos com a esperança de uma possível volta  da atriz aos palcos, será que ela consegue superar seus anseios e finalmente voltar a fazer o que mais ama?

5) Ida para a Índia
Nos últimos episódios vemos Nalini revelando para a filha que quer voltar para Índia já que não está conseguindo a educar sem o Mohan (Sendhil Ramamurthy), gerando revolta em Davi que acaba fugindo de casa para evitar que isso aconteça . Como vai ficar essa situação na 2ª temporada, será que Nalini vai realmente se mudar para a Índia contra a vontade da filha?

6) Relação de Davi e Nalini
Depois do último episódio emocionante que vimos de Davi e Nalini se reconciliando e finalmente se despedindo de Mohan, queremos saber como vai ficar a relação delas depois desse final bem doloroso. Será que as duas finalmente vão se entender? Como Nalini vai reagir ao possível namoro de Davi? Se prepara amiga, porque o choro vem rsrs

Por favor, Netflix! Pecisamos urgentemente de uma segunda temporada. 🙏





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FOTO: RACE FANS
O automobilismo sempre foi uma das práticas esportivas mais emocionantes e competitivas do mundo. Grandes pilotos fizeram história atrás do volante e são enaltecidos até hoje. Os primeiros registros de corridas envolvendo veículos constam que o automobilismo se iniciou na Europa, a partir da segunda metade do século XIX, pouco depois da invenção do motor a combustão. Na época eram realizados “rachas” que envolviam carros a vapor e movidos à gasolina. Competições em pequena escala eram disputadas, até que em 1906 foi criado o primeiro Grande Prêmio da história que aconteceu em Le Mans, na França.

Após a Segunda Guerra Mundial, houve um grande salto na indústria automobilística, fazendo com que o automobilismo atingisse proporções cada vez maiores. Em 1950 foi criada a Fórmula 1, maior competição automotiva do mundo, a fim de unir todas as corridas de Grand Prix em uma só competição mundial.

Desde então, a disputa dos corredores traz alegria aos espectadores, que torcem, comemoram e se emocionam a cada volta, a cada título, a cada vitória. Muitos pilotos deixaram suas marcas na história do automobilismo e tornaram-se ídolos, como o alemão Michael Schumacher, Juan Manvel Fangio, Alain Prost e até mesmo os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, que é considerado por muitos, um dos melhores pilotos da história.

Apesar de ser um dos esportes mais populares do mundo, o automobilismo é um dos mais caros, pois envolve alta tecnologia para a fabricação de carros apropriados para as corridas, fazendo com que exista muita comercialização, envolvendo muitos fabricantes, engenheiros, mídia e principalmente patrocinadores. Toda essa complexidade exige alto investimento na formação de pilotos. Para construir uma carreira no automobilismo, precisa ter um bom poder aquisitivo ou então contar com a sorte de um apadrinhador que queira investir. Talvez esse seja o maior obstáculo que as mulheres enfrentam na tentativa de ingressar no esporte.
Foto: Razão Automóvel 
Para muitos, mulher e direção não combinam. Esse pensamento arcaico está enraizado em uma sociedade tomada pelo machismo estrutural, impedindo as mulheres de assumirem determinadas posições que são vistas como exclusivas para os homens. As mulheres sempre precisaram lutar para conquistar seu espaço, tanto nas funções sociais quanto no esporte. Por muito tempo foram proibidas de praticar algumas modalidades e isso acarretou um enorme atraso na corrida pela igualdade.

Foto:ACP
Ao longo da história, pouquíssimas mulheres tiveram o prazer de estar atrás do volante em algumas competições importantes. Em 1958, após ser vice-campeã de carros de turismo, Maria Teresa de Filippis foi convidada pela Maserati para disputar a Fórmula 1, tornando-se a primeira mulher a disputar um Grande Prêmio no mundo. Infelizmente, nesse mesmo ano, foi impedida de correr o GP da França, pois o diretor de provas daquela época alegou que “o único capacete que uma mulher tão bonita deveria usar, era o do salão de cabeleireiro”, deixando explícito o preconceito existente no meio automobilístico.

Além de Filippis, algumas outras mulheres adentraram em grandes torneios, como Lella Lombardi em 1975, que conquistou o melhor resultado de uma mulher na F1, mais precisamente no GP da Espanha. Divina Galica e Desirée Wilson também competiram a modalidade e por fim, Giovanna Amati foi o último nome feminino inscrito em uma corrida de Fórmula 1, em 1992. Desde então nenhuma outra mulher conseguiu ocupar uma das 20 posições da maior competição automobilística do mundo.

Entretanto, a história das mulheres no esporte a motor possui mais nomes. Em 1982, Michele Mouton foi vice-campeã mundial de Rali, já em 2001 Jutta Kleinschmidt venceu o Rali Paris-Dakar e a única mulher a vencer uma corrida na Fórmula Indy foi Danica Patrick, que também conquistou a pole-position da Nascar, algo nunca alcançado antes por uma mulher. Algumas brasileiras também desfrutaram do cenário automotivo e adicionaram mais realizações femininas ao esporte, como Suzane Carvalho, Débora Rodrigues, Bia Figueiredo, entre outras.
Foto: Roma News // Na imagem a pilota Beatriz Figueiredo

Existem muitos relatos de que havia um perverso preconceito que, além de causar desconforto, colocava suas carreiras em risco, já que muitas vezes os pilotos realizavam manobras para colocar o carro fora da pista, a fim de eliminar as competidoras. Algumas equipes distribuíam equipamentos inferiores para as mulheres, havia muitas piadas de mal gosto e infelizmente eram obrigadas a ouvir com frequência a expressão “perder para mulher é vergonhoso”.

Atualmente temos exemplos desse tipo de discriminação quando o consultor de equipe da Red Bull, Helmut Marko, diz ao jornal Kleine Zeitung que "A Fórmula 1 é muito física para as mulheres". "Se você está pilotando a 300 km/h e tem uma luta roda a roda, então a brutalidade é parte disso, não sei se isso é da natureza feminina. Você tem de estar em forma na Fórmula 1 e precisa de uma força insana desde o ombro”. Segundo ele, as mulheres não têm capacidade de competir devido a força exigida pelo esporte e isso não faz parte da natureza feminina. Evidenciando mais ainda a rejeição que existe na elite do automobilismo.

Apesar dos grandes feitos realizados por elas, a ausência das mulheres no automobilismo ainda é muito evidente. Não se pode negar que nos últimos anos o cenário vem melhorando, entretanto ainda há muito a ser reparado. É possível acompanhar algumas competidoras que se arriscam em determinadas categorias, como o caso da brasileira Beatriz Figueiredo, que atualmente corre na Stock Car. Bia também obteve outros grandes sucessos na carreira, sendo a primeira mulher no mundo a conquistar o pódio mais alto na Fórmula Renault e em uma corrida da Indy Lights, além de se tornar a primeira brasiliana a disputar as famosas 500 Milhas de Indianápolis, que é uma das mais tradicionais e importantes corridas do mundo.





LOGO WSERIES

Em 2019 houve um enorme avanço pelo fato da criação da W-Series, um campeonato de fórmula exclusivo para mulheres, formado por seis corridas e conta com 20 participantes. O primeiro título da W Series foi conquistado pela britânica Jamie Chadwick, de 21 anos. Além disso, a competição deu mais um salto quando fechou contrato de patrocínio com a Rokit Phones, uma grande empresa de comunicação que patrocina também a Fórmula E e a equipe Willians da Fórmula 1.


FOTO: GLOBO ESPORTE // Primeiro título da W Series, conquistado por Jamie Chadwick. 
Contudo, o desenvolvimento de uma categoria somente feminina não agrada a todos, já que o ideal e justo, seria incluí-las para competir de maneira equivalente, junto com os homens, em categorias iguais e mesmas competições. Porém, é vista para alguns como um passo dado em busca de mais reconhecimento e visibilidade, além de representar mais uma conquista das mulheres no mundo automobilístico.

Hoje, são vistas como inspiração e exemplo para todas as mulheres que sonham em fazer parte do automobilismo, como a jovem catarinense Bruna Tomaselli, que corre pela USF2000 nos Estados Unidos e está tentando uma vaga no grid da W-Series.

Todas as mulheres que fazem parte da história feminina no automobilismo, são consideradas guerreiras por enfrentarem todos os obstáculos existentes em um universo repleto de hostilidade.

Literalmente é uma corrida pela igualdade, por mais visibilidade, mais apoio e aceitação. Não somente no automobilismo, mas em muitas outras modalidades esportivas. As mulheres estão em uma constante luta para conquistar seu espaço. Muito já foi feito, mas ainda é necessário muito mais, uma reparação histórica, o mundo deve isso a elas.



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